Quem disse que religião, política e fubebol não se discutem?

No popular, houve-se muito que "religião, política e futebol" não se discute (sic). Na verdade, o dizer não incluía o termo "política", ele só foi incorporado mais tarde, pela elite e pelos próprios políticos, a fim de evitar o debate e os questionamentos político entre as pessoas. Dessa forma, sem o debate, como poderia eu estabelecer meu posicionamento e também aprender com o próximo? Debates ajudam a esclarecer, ajudam no ceticismo, no questionamento. Além do mais, não só a política, mas também a religião e o futebol são passíveis de debates, desde que ambas as pessoas estejam dispostas a não somente falar, mas, antes de mais nada, escutar e aprender. Debatamos, então, sim.







2 de ago. de 2010

O triste fim do rock brasileiro

Caro leitor, escrevo esse texto para aqui decretar, com tristeza, o FIM DO ROCK BRASILEIRO. Não é exagero meu, é que não consigo enxergar uma luz no fim do túnel. O rock por aqui morreu, acabou, chegou ao fim.


Digo isso porque outro dia eu estava assistindo ao canal Multishow quando passou uma propaganda falando do prêmio que a emissora vai dar para várias categorias. Dentre algumas delas, está a de melhor banda. Concorrem os seguintes grupos musicais: Fresno, NX Zero, Restart, Hori, Strike, Jota Quest, Skank e Titãs. Uma verdadeira merda. Tanto que me peguei torcendo para as três últimas citadas.


Fresno, NX Zero, Restar, Hori, Strike e mais algumas que citarei aqui como Cine, Hevo 88, Detonautas todas essas bandas representam a mesma coisa. A música é a mesma, todas de péssima qualidade. A impressão que passa essas bandas é que o visual, as roupas, o cabelo estão em primeiro plano:  um corte de cabelo que foi inaugurado por Chitãozinho e Xororó há muito tempo não é pra mim novidade alguma.

O Rock brasileiro que fica em minha mente é algo bem mais interessante, com músicas inteligentes, capaz de despertar no ouvinte reflexões sobre o mundo. É aqui que entram Os Mutantes, IRA, Legião Urbana, Chico Science e Nação Zumbi (um maracatu misturado com guitarra), Paralamas, Plebe Rude, Titãs, Capital Inicial (muito antigamente), Planet Hemp, Raimundos (Hard Core tocando nas rádios, algo inimaginável).


E não venham com a desculpa de que o cenário, o contexto atual é outro: sei que é sim, mas as mazelas sócias perduram hoje assim como esteve presente nos anos 60, 70, 80 e 90. Se a falta de liberdade de expressão e o contexto político fizeram com que Renato Russo e CIA escrevessem várias músicas maravilhosas, do mesmo jeito a miséria, a corrupção, a bandidagem deveriam inspirar as bandas contemporâneas. Assim o faz somente “O Rappa”.


Escrever sobre a paixão impossível que se tinha no ensino médio, bem juvenil assim, não é fazer Rock. Creio que o jogo dessas bandas é em outra área e não na música. O negócio é na área da moda. Se consideramos assim, aí o Rock Brasileiro está lindo.



Acredito que a música tem de ter uma finalidade que pra mim se encerra na transmissão de alguma mensagem que sirva para reflexão em si mesma. Se as bandas de hoje não fazem mais música que presta, então declaro aqui o fim do cenário Rock N Roll Brasileiro.

É Derradeiro!

Flávio Rossi

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Posso não concordar com suas palavras, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las - Voltaire